
Com o objetivo do envio imediato do projeto de revisão salarial ao Congresso Nacional, os servidores da Justiça do Trabalho do Paraná pararam hoje (28), no período das 11h às 13h, e se concentraram no saguão de entrada dos prédios das Varas do Trabalho, em Curitiba. Foi grande a adesão à paralisação, que contou inclusive com a participação de servidores da Região Metropolitana. Araucária foi uma cidade que esteve representada por oito servidores.
No período em que estiveram concentrados, os servidores também realizaram assembleia para dar continuidade ao calendário de luta. A maioria da categoria decidiu pela paralisação de 48 horas nos dias 11 e 12 de novembro, caso não haja movimentação do projeto até o dia 10.

Servidores de Araucária presentes na manifestação
A coordenadora do Sinjutra, Carla Rovel, falou da importância da paralisação de hoje e convocou os servidores a se manterem mobilizados, pois o envio do projeto ao Congresso é somente uma etapa do processo e ressaltou que a categoria deve permanecer forte para quando iniciar a tramitação da revisão salarial no Congresso Nacional.
Carla também ressaltou que um serviço jurisdicional de qualidade prestado à população requer reconhecimento e valorização do servidor público e é nesse sentido a luta em torno do projeto de revisão salarial. “O que estamos reivindicando é algo justo, de equiparação salarial com algumas carreiras de mesma complexidade e que já garantiram remuneração superior à nossa”, apontou.
A Coordenação do Sinjutra aproveita a data de hoje, dia do servidor público, para parabenizar todos os servidores da Justiça do Trabalho e considera que o grande número de servidores presentes na manifestação pela revisão salarial serve como demonstração de profissionais que buscam e merecem reconhecimento e valorização.
Conforme noticiado anteriormente, às 10h30 de hoje, parte da coordenação do Sinjutra também se reuniu com a presidente do TRT 9ª Região, Desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, para tratar da jornada de trabalho. A presidente disse aos representantes do sindicato que levaria o assunto aos demais desembargadores, mas que, no entanto, entende que a redação do Ato 171 se refere a sete horas de trabalho diárias. O sindicato adianta aos servidores que continuará cobrando da administração do TRT a jornada de sete horas.