SINJUTRA CONVOCA OS SERVIDORES PARA MANIFESTAÇÃO, A PARTIR DAS 10H NOS DIAS 11 E 12
LOCAIS – CAPITAL: SAGUÃO DE ENTRADA DO PRÉDIO DAS VARAS DO TRABALHO
INTERIOR: SAGUÃO DE ENTRADA DAS UNIDADES
Atos e paralisações estão previstos para pelo menos 19 estados do país nos dias 11 e 12, para fazer o projeto que revisa o PCS ser enviado ao Congresso sem alterações que prejudiquem os servidores
Os servidores do Judiciário Federal decidiram paralisar suas atividades nos dias 11 e 12 de novembro, total ou parcialmente, em pelo menos 52 tribunais regionais de 19 estados do país. O protesto é pelo envio imediato do anteprojeto de lei que revisa o Plano de Cargos e Salários ao Congresso Nacional, sem alterações que prejudiquem os servidores.
O movimento ganhou força nos últimos dias, com a realização de assembleias nos estados que aprovaram a paralisação. Nos debates sobre a organização das manifestações, ficou nítida a insatisfação da categoria com a posição das associações nacional de magistrados e procuradores, reunidas na chamada Frente Associativa, que paralisou a tramitação da revisão salarial.
Em 30 tribunais regionais, de 12 estados, a categoria aprovou parar por 48 horas. Em seis regionais, a greve será de 24 horas. Em outros 12 regionais, os servidores decidiram parar por 2 horas e em quatro, por 1h.
O levantamento, feito a partir do quadro de mobilização produzido pela Agência Fenajufe de Notícias e por meio de notícias veiculadas nos sites das entidades, mostra que em todas as regiões do país haverá paralisações e protestos nestes dois dias.
No Paraná, os servidores da Justiça do Trabalho também decidiram em assembleia parar por 48 horas nestes dois dias. De acordo com a coordenadora do Sinjutra, Carla Rovel, a paralisação dos próximos dias é de extrema importância, vez que já estamos no final do ano e o recesso do Judiciário se aproxima.
Até o fechamento desta reportagem, a assembleia do Distrito Federal, prevista para o dia 10 e que decidirá sobre a adesão ao protesto, ainda não havia ocorrido.
'Movimento não pode parar'
A mobilização da categoria também pode ser observada como uma resposta às associações de magistrados, que pediram mais “debate” sobre o assunto e levaram o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, a suspender o envio do projeto ao Congresso.
“A nossa resposta é a mesma, sempre: mobilização. Paralisar as atividades nesses dois dias e mostrar nossa indignação e nosso valor enquanto trabalhadores, responsabilizando-os pela demora no envio do projeto e pela própria paralisação”, diz Maria Madalena Nunes, dirigente do sindicato do Piauí (Sintrajufe) e integrante do movimento Luta Fenajufe.
Para ela, independente do resultado dos protestos destes dois dias, a mobilização tem que continuar até que o projeto seja aprovado, já que, avalia, também haverá dificuldades no Legislativo e com o governo.
Opinião parecida tem o presidente do sindicato de Minas (Sitraemg), Alexandre Brandi, para quem a resposta aos juízes tem que ser forte e os protestos têm que continuar até que o problema seja superado. “É fundamental a participação da categoria nos protestos dos dias 11 e 12. Sindicato sem apoio, que não consegue mobilizar e nada é a mesma coisa. Unidos conquistaremos nosso objetivo, caso contrário...”, diz o servidor, que defende a construção da greve da categoria pela revisão salarial sem perda de direitos.
Por Hélcio Duarte Filho
jornalista do Luta Fenajufe, especial para o Sinjutra.