
Os servidores da Justiça do Trabalho decidiram por unanimidade, em assembleia lotada, continuar em greve por tempo indeterminado (foto) em reposta à Portaria SGP Nº 66/2009, que dispõe sobre medidas a serem adotadas durante a greve na Justiça do Trabalho do Paraná. O documento foi expedido pela presidência do TRT 9ª Região, na quarta-feira 25.
Na reunião entre a coordenação do Sinjutra, a presidência do TRT-PR e a direção-geral do Fórum de Curitiba, ocorrida na manhã de quinta-feira 26, o presidente em exercício, desembargador Luiz Eduardo Gunther, disse aos representantes que seguiu decisão tomada pelo Colégio de Presidentes e Corregedores.
Legalidade questionada
O documento determina que sejam garantidos “40% dos serviços necessários à manutenção das atividades judiciários, incluindo Distribuição, de modo a não causar prejuízos aos jurisdicionados”. A portaria diz ainda que as audiências devem ser realizadas normalmente; que não haverá suspensão de prazos; e revoga o que já tenha sido baixado neste sentido.
Na opinião da servidora Rosicler Bonato, a expedição da portaria fez acirrar ainda mais os ânimos da categoria, o que pode ser percebido pela expressiva participação na assembleia e pela votação unânime pela continuação da greve. Rosicler também questionou a legalidade do ato. “Eles estão considerando um percentual [40%] que não está previsto em lei. A administração está legislando, ou seja, extrapolando a sua competência”, apontou. A assessoria jurídica do sindicato irá analisar a legalidade do documento.
'Dignidade da categoria'
Para André Dutra, servidor da 23ª Vara do Trabalho, uma das três digitais de Curitiba, a manutenção da greve neste momento, após a portaria SGP 66/2009, vai além da luta pela revisão salarial, representa a dignidade da categoria.
O servidor ressaltou que a resposta a tal ato é a intensificação das mobilizações. Dutra foi um dos que esteve hoje nas Varas com objetivo de trazer ao movimento quem ainda não aderiu à greve.
Movimento avança pelo interior
A sexta-feira, dia 27, será movimentada para o Comando Estadual de Greve. A greve em Londrina, no primeiro dia da paralisação, além da representante local, Malu Tomaz, terá o auxílio da servidora Alessandra Armond. Para Guarapuava irá o servidor José Canella. A coordenadora Célia Vaz estará em Paranaguá. Já Maringá receberá os servidores José Augusto Hammerschimidt e Rosicler Bonato.
O objetivo do Comando Estadual de Greve é abranger o movimento grevista no estado, fortalecê-lo e unir os servidores paranaenses em torno da revisão salarial.
Apucarana já avisou o Sinjutra que os servidores da cidade decidiram, em reunião, também permanecer em greve. A cidade, juntamente a Irati, acompanha a capital, que tem mais da metade das Varas com os trabalhos paralisados, além de outros setores do tribunal, desde o início da greve por tempo indeterminado, em 23 de novembro.
Ao contrário do que informou o sindicato, o movimento grevista ainda não atingiu Palmas. Foz do Iguaçu continua com os trabalhos paralisados, assim como São José dos Pinhais. Em Araucária, a 2ª Vara está paralisada. Os servidores de Colombo também continuam em greve.
Por Janaina de Castro
Da Redação do Sinjutra