Servidores de Laranjeiras do Sul aderiram à greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, dia 1º de dezembro. Os servidores de Jacarezinho também passam a integrar o movimento grevista no estado a partir desta quarta-feira.
Por meio de comunicado enviado ao Sinjutra, os trabalhadores de Laranjeiras do Sul informaram que tomaram a decisão somente nessa data por acreditar “que o impasse seria resolvido, sem a necessidade do último recurso: a greve maciça de toda a categoria”.
O texto diz ainda que “como a solução não surgiu pelas vias ordinárias entre os atores envolvidos, entendeu-se pela participação do movimento grevista, ainda que contrariando posições individuais, mas em prol da coletividade (no caso, toda a categoria dos servidores do Poder Judiciário e MPU) e da democracia”.
Prazos suspensos após portaria da administração
O sindicato também recebeu e-mail de Apucarana que informa que o juiz titular da unidade editou nova portaria mantendo a suspensão dos prazos processuais. Isto ocorre após a Portaria SGP 66/2009, expedida pela presidência do tribunal, em 25 de novembro, que tenta anular as suspensões de prazos determinadas por juízes em varas trabalhistas do estado.
No documento de Apucarana, o magistrado determina nova suspensão dos prazos a partir de decisão da categoria de manter a greve por tempo indeterminado, tomada em assembleia realizada na quinta-feira 26, posteriormente à reunião realizada entre a direção do sindicato e a administração do tribunal. Ele também considera a deliberação dos servidores da própria Vara, que mantiveram a paralisação. O juiz informa que os atos e prazos processuais serão retomados 24 horas após o término do movimento grevista.
Sindicato: é preciso fortalecer a greve
Para a coordenação do Sinjutra, neste momento, o fortalecimento da greve é o único caminho para o envio do projeto de revisão salarial dos servidores do Judiciário Federal ao Congresso, principalmente após as últimas declarações do Gilmar Mendes nas manifestações em São Paulo e Maceió. O ministro tem criticado a greve e se recusado a definir prazos.
A coordenadora do sindicato, Carla Rovel, considera que esse impasse compromete também a qualidade no Judiciário Federal porque o setor sofre expressiva rotatividade, perdendo servidores qualificados para outros setores do funcionalismo público. Ela acrescenta que o sucateamento do Judiciário não é interessante para o servidor nem para a população, que pode ser prejudicada na qualidade dos serviços prestados.
Por Janaína de Castro
Da Redação do Sinjutra