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» Greve é suspensa no TRT-PR após STF aprovar projeto, mas mobilização continua

 



Após os ministros do Supremo aprovarem a proposta de anteprojeto de lei de revisão salarial dos servidores do Judiciário Federal, na noite de quarta-feira 2, os trabalhadores da Justiça do Trabalho do Paraná decidiram pela suspensão da greve que teve início no estado no dia 23 de novembro (foto).

A categoria decidiu por suspender e não por encerrar o movimento grevista até que o STF envie a proposta ao Congresso Nacional, o que está previsto para ocorrer ainda esta semana. Os servidores também deliberaram pela volta ao trabalho tão logo terminasse a assembleia, realizada nesta quinta-feira 3.

O movimento abrangeu mais da metade das Varas Trabalhistas de Curitiba, além de setores do tribunal, como informática e cadastramento processual, entre outros; Londrina; Foz do Iguaçu, Cambé; São José dos Pinhais; Irati; Apucarana; Colombo; 2ª Vara de Araucária, 1ª Vara e Distribuição de Guarapuava e Laranjeiras dos Sul. Incluindo o Paraná, houve mobilização em 23 estados.

Quanto ao ponto durante a greve, ficou definido que a coordenação do Sinjutra deve se reunir o mais breve possível com a nova administração do tribunal para tratar da negociação dos dias parados.

Valorização do vencimento básico é ponto positivo

A diretora do sindicato Carla Rovel disse que todos os que participaram estão de parabéns e ressaltou o papel fundamental da greve para que o Supremo agilizasse a votação da proposta. “O Gilmar Mendes disse que não negociava com grevista, mas a força e a pressão da categoria país afora fizeram com que a votação acontecesse”, disse. 

Ela também apontou para a necessidade da categoria continuar fortalecida em defesa da revisão salarial.  “Sabemos que estamos prestes a concluir uma importante etapa do processo, no entanto, precisamos continuar mobilizados para quando a luta for pela aprovação do projeto no Congresso Nacional”, esclarece.
 
A dirigente do sindicato ainda destaca o que considera uma importante vitória da categoria: a valorização do vencimento básico. No texto aprovado pelo STF mantém-se a proporção de um terço referente a gratificações para dois terços de vencimento básico, ponto constantemente defendido pelos sindicatos que integram o movimento Luta Fenajufe.

Interferência de associações de juízes e magistrados

O servidor José Canella disse esperar que os servidores do Judiciário Federal não sejam novamente forçados a agir da forma que agiram em função de intromissão de outra categoria no seu processo de negociação salarial, referindo-se às associações nacionais de magistrados e procuradores. 

Na opinião de Canella, servidores e magistrados deveriam estar do mesmo lado, pois fazem parte de uma mesma engrenagem institucional responsável pelo funcionamento dos tribunais de Justiça. Canella fez parte do Comando Estadual de Greve que teve como objetivo unir a categoria paranaense em torno da luta nacional pelo envio do projeto que revisa os salários.

Por Janaína de Castro
Da Redação do Sinjutra.

Foto: Naideron Jr


03/12/2009
  
 
   
 
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