
A primeira reunião do Sinjutra com a nova administração do TRT-PR, que tem como presidente o desembargador Ney José de Freitas, foi marcada pela busca do diálogo. Os discursos tanto dos representantes sindicais quanto do novo presidente foram feitos nesse sentido.
A coordenação do sindicato se colocou à disposição e aberta ao diálogo para que sindicato e administração possam atuar em conjunto em benefício da categoria.
Célia Vaz, coordenadora do Sinjutra, disse ao presidente que gostaria que permanecesse a mesma linha adotada em gestões anteriores, presididas pelas desembargadoras Wanda Cardoso e Rosalie Batista, nas quais a parceria foi o elemento que permeou as relações entre as duas instituições.
Na mesma linha, respondeu o desembargador. Ele disse que o ‘canal está aberto’ para todos os assuntos que possam trazer melhorias para os servidores.
Participaram da reunião, que ocorreu na manhã da quarta-feira 16, além da coordenação, os membros do Núcleo dos Agentes de Segurança (NAS) do Sinjutra Eloir Copetti, presidente do núcleo, Luiz Gregório Martins e José Luiz Cartolari. Da parte administrativa, participou também o diretor-geral Eduardo Silveira Rocha.
A direção do sindicato também pediu ao novo presidente empenho no pagamento dos passivos trabalhistas dos servidores.
Os agentes de segurança solicitaram ao novo presidente apoio para a implantação do Projeto de Segurança Institucional no TRT da 9ª Região. Com o objetivo de reestruturar o sistema de segurança neste regional, o projeto contempla uma das principais reivindicações desse setor da categoria: o efetivo exercício da função. Essa tem sido uma luta constante do NAS do Sinjutra.
O desembargador se mostrou favorável à implantação do projeto. Ele ressaltou que há anos tem esse aspecto como preocupação por acreditar que a Justiça do Trabalho necessite de segurança especializada e comprometeu-se a agilizar o processo de reestruturação da segurança no TRT-PR.
A elaboração do projeto teve início na administração anterior e foi feita a partir de sugestões apresentadas pelos próprios agentes.
Para Eloir, que também é diretor estadual da Associação Nacional dos Agentes de Segurança do Poder Judiciário da União (Agepoljus), é grande a expectativa dos agentes com a implantação do projeto, que segue tendência nacional em organizar a estrutura de segurança do Judiciário.
“A partir da Lei 11416/2006 que, entre outras coisas, cria a Gratificação de Atividade de Segurança (GAS), fator determinante para por fim aos desvios de função, é enorme o interesse dos agentes que o TRT da 9ª Região tenha quadro de segurança próprio. E com isso formatar o embrião da futura Polícia do Judiciário, de forma padronizada, conforme já ocorre em outros tribunais”, apontou Eloir.
Por Janaína de Castro,
Da Redação do Sinjutra