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Em Audiência Pública do TRT-PR, Sinjutra contesta foco quantitativo das metas e prioriza condições de trabalho dos servidores

Há 1 dia


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O Sinjutra participou, nesta quinta-feira (18), da Audiência Pública do TRT-PR sobre metas na Justiça do Trabalho, que ocorreu no Plenário Pedro Ribeiro Tavares, no edifício-sede do Tribunal, em Curitiba. Todas as intervenções feitas durante o evento convergiram para um ponto comum: a crítica à mensuração de resultados por índices estritamente quantitativos.

Em sustentação oral representando o Sinjutra, o coordenador-geral Pedro Ivan Perar, que veio de Maringá especialmente para a audiência, afirmou que “uma Justiça eficiente não é aquela que apenas observa a velocidade da bicicleta, é aquela que se preocupa com as condições de quem está pedalando”, direcionando o debate para a importância das condições de trabalho e do bem-estar de servidoras e servidores.

“Os melhores resultados são alcançados quando as pessoas dispõem de condições sustentáveis de trabalho, quando se sentem valorizadas e quando podem exercer suas atividades sem ultrapassar continuamente seus limites físicos e psicológicos”, destacou.

Para o servidor Renato Celso Moreira Filho, ex-coordenador do Sinjutra, o sistema de metas é “deslocado da realidade”, pois não leva em consideração a voz de quem realiza o trabalho, e reiterou proposta apresentada em intervenção anterior à sua sobre a realização de um evento nacional, no formato de congresso, para ouvir de forma ativa servidores(as), juízes(as), advocacia e setores da sociedade civil na formulação de diretrizes mensuratórias.

De acordo com o TRT-PR, a realização da audiência segue as diretrizes da Resolução CNJ nº 221/2016 e da Portaria CNJ nº 114/2016, que incentivam a gestão participativa. Além disso, o debate social alinha-se à visão da Administração 2025-2027 do TRT9, que busca descentralizar a gestão judiciária.